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Mostrando postagens com o rótulo CRÍTICAS

Uma estrela chamada Hebe

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Sempre fui fã de Hebe Camargo. Desde que ingressei na blogosfera, publiquei diversos textos demonstrando minha a admiração por ela. Admiração que surgiu bem cedo, diga-se. Lá pelos meus 12 anos, lembro que esperneava para que minha mãe deixasse eu ver seu programa, que ia ao ar depois das 22h no SBT. Como estudava pela manhã, dificilmente ela permitia. Depois, quando eu já mandava no controle remoto, não perdia a atração máxima das noites de segunda-feira. Era muito, muito bom vê-la recebendo todas aquelas estrelas em seu belo sofá branco, absurdamente carinhosa com todos. Quando ficava indignada com algum crime ou com as falcatruas da nossa política, a rainha não se furtava a comentar de maneira incisiva, em tom de protesto. Fazia isso também no “Fora do Ar”, ótimo programa que durou tão pouco no SBT. Como bem disse o diretor Nilton Travesso, Hebe fazia seus programas sempre guiada pela emoção. Pude ver a colagem dos melhores momentos de seu programa na RedeTV, levado ao ar na últ...

"Novelão" salva o "Vídeo Show"

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O "Vídeo Show", definitivamente, não é mais aquela revista eletrônica que amávamos acompanhar no início da tarde. A atração ainda é imprescindível para a Globo - exatamente por ser o mostruário de sua programação e uma importante vitrine para a glamourização dos artistas da casa -, mas já não tem mais o bom acabamento dos tempos de Miguel Falabella e Cissa Guimarães. No comando, André Marques e Ana Furtado nos dá vergonha alheia a cada comentário boboca que tecem entre um VT e outro. Dupla de apresentadores pra quê? A repórter Dani Monteiro é simpática, mas parece um peixe fora d’água ali, talvez por seu histórico no “Esporte Espetacular”. Jaqueline Silva, vinda do “Mais Você”, também é uma boa repórter, mas nos faz sentir saudade da ótima Geovanna Tominaga, que fez exatamente o caminho inverso, do vespertino direto para o matutino de Ana Maria Braga. Boninho, diretor de ambas as atrações, fez besteira. Bruno de Luca é aquele confete de sempre, sem brilho, destoante, que ...

Carminha

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O capítulo 117 de "Avenida Brasil", exibido nesta quarta-feira (08), serviu para o público começar a ver Carminha (Adriana Esteves) por um ângulo diferente. "O ser humano é uma coisa que deu errado", disse a vilã, mostrando seu lado frágil e sugerindo, talvez, um arrependimento por suas atitudes nada católicas até aqui. Outras frases desoprimidas foram ditas por ela, enquanto enchia a cara de cachaça, após bater o carro e ganhar um corte na testa. Implacável, a vingança de Nina (Débora Falabella) tem cada vez menos a cumplicidade do público. A última cartada de Maria Antonieta, diga-se, foi arrasadora. Após passar por uma série de humilhações, Carminha já não pode mais contar com Max (Marcello Novaes), seu amante e parceiro de uma vida inteira. Acredito que um dos objetivos do autor João Emanuel Carneiro em "Avenida Brasil" seja nos mostrar que, de perto, o diabo não é tão feio. Ao que parece, o passado de Carminha foi tão ou mais sofrido do que o d...

"Avenida Brasil" chega ao clímax e desperta paixões

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Na semana passada, o Brasil parou para ver a grande virada de "Avenida Brasil". A repercussão da novela na internet e fora dela triplicou. Todos queriam comentar, "congelar no cinza", compartilhar gifs animados, gritar aos quatro ventos o quanto estão adorando acompanhar a trama de João Emanuel Carneiro... Até quem não é noveleiro, entrou na onda, enfeitiçado pelo "Oi, oi, oi...". Não é para menos. Sem querer fazer comparações diretas, para não melindrar predileções alheias, preciso dizer que "Avenida Brasil" é a novela mais viciante dos últimos tempos. Se bem que já escrevi isso no último post... O fato é que o “Jornal Nacional” nunca foi tão longo. O capítulo de quinta-feira, o centésimo, foi tão aguardado, que teve até aquecimento nas redes sociais. No Twitter, todos queriam um avatar “ruuuuuuu... congelei", com aquele efeito que encerra cada capítulo. Quem não sabia se virar no Photoshop, ficou a mercê da boa vontade dos amigos o...

"Avenida Brasil" é a melhor

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Dizem que após a tempestade, vem a bonança. Após “Fina Estampa”, veio “Avenida Brasil”. Embora o aconselhável seja aguardar a sua conclusão para dar um parecer final e justo, podemos registrar que “Avenida” é uma novela infinitamente melhor que sua antecessora. Provou isso já na estreia. Frenética e viciante, é dessas que não nos perdoamos quando perdemos um só capítulo. A trama não cai na prolixidade e chama a atenção por injetar, a cada sequência, novo gás à expectativa do público. É o João Emanuel Carneiro que não nos cansamos de festejar. Interessante ver como o autor consegue repintar o surrado entrecho da mocinha que, após sofrer o pão que o diabo amassou, volta para concretizar uma vingança contra seus algozes. Observamos, novela após novela, que muitos dramaturgos já não estão preocupados em surpreender a audiência – ou nunca sequer se propuseram a isso. Carneiro é uma grata exceção. Sua arrojada carpintaria já é conhecida de outros carnavais. Em 2008, também recebendo a bo...

O beijo mais aguardado do ano

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No  mundo da teledramaturgia, n ão é de hoje que os casais coadjuvantes roubam a cena e ofuscam o romance dos casais protagonistas. O exemplo mais recente, que eu me lembre, aconteceu em "Insensato Coração" (2011), com Carol (Camila Pitanga) e  Raul (Antônio Fagundes) , que ganharam a torcida do público, em detrimento dos insípidos Marina (Paola Oliveira) e  Pedro (Eriberto Leão) . Contudo, podemos dizer que ainda se fazem mocinhos apaixonados como antigamente. A deliciosa "Cheias de Charme" está aí para provar que, sim, eles ainda existem. Ou vai dizer que você não morre de amores por Cida (Isabelle Drummond) e Elano (Humberto Carrão)? No capítulo desta terça-feira (10), o advogado, que até então amava em silêncio, abriu seu coração para a empreguete, que enfim se curou da cegueira pelo ex mau caráter e caiu na real. Aí, para a alegria da audiência, foi música e beijo de encher a tela! O beijo, diga-se, mais aguardado do ano! Para ver a cena, que fechou o 7...

"As Brasileiras" (quase) não valeu a pena

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Na última quinta-feira (28), já no fim de noite da Globo, foi ao ar o último episódio de "As Brasileiras". "Maria do Brasil" teve como protagonista a nossa magnânima Fernanda Montenegro, na pele de uma atriz que envelheceu sem se tornar a estrela que sempre sonhou ser. Rendeu 12 pontos de audiência na Grande São Paulo, o pior desempenho entre todos os episódios apresentados desde fevereiro. Contudo, como o IBOPE ainda não mede qualidade, vale registrar que esse foi, de longe, o melhor momento da série de Daniel Filho. Não somente pela interpretação de Fernandona, que sempre dispensa adjetivos, mas também pelo texto caprichado que os outros episódios não tiveram.  Verdade seja dita, não fosse por "Maria do Brasil" e "A Inocente de Brasília", estrelado por Claudia Jimenez e exibido dia 9 de fevereiro, "As Brasileiras" teria sido um equívoco. A série não conseguiu o mesmo saldo positivo que "As Cariocas" (2010), obra que lhe...

"A Grande Família" já pode parar de "catucar"

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Em abril deste ano, o seriado “A Grande Família” atingiu a marca de 400 episódios produzidos e exibidos desde 2001. Não é pouca coisa! Para uma série chegar a tanto, nos dias de hoje, é essencial primar por um senhor apelo popular, sobretudo. É o caso, como se sabe. Entretanto, quando tal soma se alcança, é o momento de parar para analisar o histórico e repensar o que está sendo feito. Afinal, há a necessidade de ir mais longe? O desgaste de "A Grande Família" é uma constante em todas as críticas feitas ao programa. É natural. Há mais de dez anos no ar, o seriado global não poderia, mesmo, estar com todo aquele gás das primeiras temporadas. É complicado tanto para o time de redatores, que precisa engendrar a cada semana novas situações para um entrecho já batido e parco de possibilidades, quanto para o elenco, cansado de viver os mesmos personagens há tanto tempo. Custoso para toda a equipe envolvida na produção, na verdade. Entende-se que o estalo para o fim dos trabalho...

Record conta os dias para o fim de "Máscaras"

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A Record não vive um bom momento. Assim como aconteceu com o SBT num passado não muito distante, a emissora de Edir Macedo cometeu uma série de erros e agora pena para desfazer a lambança. Deveria começar tirando do comando os engravatados da igreja, como já disse aqui dias atrás. Depois, organizar a grade (tentando ser alternativa e não mais uma opção) e fazer uma boa campanha promocional da mesma, aproveitando o calendário das Olimpíadas de Londres, que está bem aí. É apenas o que acho, não quer dizer que seja esse o caminho das pedras. Embora muitos programas estejam abaixo das expectativas de audiência, "Máscaras" é a principal dor de cabeça da Record. Por ser o principal produto dramatúrgico ali, por todo o investimento feito e por ser responsável por um eventual enfraquecimento da já consolidada teledramaturgia do canal. Fracasso assumido, "Máscaras", que vai ao ar quando o baile já está no fim (é, essa foi péssima), não tem mais solução. A Record acredi...

A urucubaca das reprises da Record

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"Vidas Opostas" e resultados também opostos. A novela de Marcílio Moraes deu muitas alegrias à Record em sua exibição original, porém sua reprise, no ar desde o dia 28 de março, não passa de uma tremenda dor de cabeça, um grande mau passo. Enquanto o repeteco tem registrado médias em torno de 4 pontos, a exibição de 2006 sambava nos 13. SBT e Band cresceram no horário, derrubando o status de vice-líder do canal de Edir Macedo. Diante do funesto cenário, a Record já anuncia as últimas semanas do folhetim, trazendo o letreiro estampado nas chamadas de capítulo. Escalada com a intenção de atrapalhar o bom desempenho de "Avenida Brasil", da Globo, a reexibição estava programada para durar até o fim do ano, mas, fracassada, não passará deste mês. A partir de agora, "Vidas Opostas", que possui exaustivos 240 capítulos, será picotada sem piedade. Antes retalhada que cancelada, já dizia o pastor. O fiasco da reexibição de "Vidas Opostas", na verdade...

Sobre audiência, créditos e congelados

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Até aqui, passados mais de cinquenta capítulos, Débora Falabella foi quem mais "congelou" nos finais de capítulo de "Avenida Brasil". Alguém está contando? Adriana Esteves aparece na segunda colocação. Cauã Reymond e José de Abreu também já tiveram o privilégio da paralisadinha. Murilo Benício, me corrija se eu estiver enganado, vem na lanterninha. Tufão ficou inerte em preto e branco no segundo final do capítulo de estreia, lembra? Há algo que me deixa bastante upset na abertura de "Avenida Brasil". E não é a música... É que, na boa, não dá para aceitar o nome de Letícia Isnardi, a simpática Ivana, na rabiola dos créditos gerais. Ela é uma coadjuvante importante, gente! Quem organizou, organizou muito mal. Nem em "Beleza Pura" (2008), onde vivia uma personagem de menor destaque, a atriz era tão mal creditada assim. Isso não pode! Animada com os ótimos índices de audiência de "Carrossel", que já chegou a marcar 15 pontos , o SBT...

"Carrossel" revitaliza a força do SBT no cenário televisivo

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Em 1991, quando estava prestes a comemorar dez anos de existência, o SBT levou ao ar a versão mexicana do folhetim argentino "Jacinta Pichimahuida, La Maestra Que No Se Olvida" (1966). "Carrusel", aqui chamada de "Carrossel", fez estrondoso sucesso e prejudicou bastante a Globo, que exibia na faixa o "Jornal Nacional" e a novela das oito "O Dono do Mundo". Agora, mais de vinte anos depois, eis que a produção mambembe cucaracha ganha uma releitura brasileira, pelas mãos de Iris Abravanel, na mesma emissora de Silvio Santos. A trama estreou na última segunda-feira (21) e, assim como aconteceu com a original, está ocasionando uma bela reviravolta no cenário televisivo tupiniquim. Enquanto a estreia rendeu surpreendentes 13 pontos de audiência na Grande São Paulo, o segundo capítulo foi além e cravou 15, mais que o dobro da média exigida. O share de terça-feira (22) apontou que uma em cada cinco TVs ligadas estava no canal da Anhanguera...

Dois meses de muitas novidades novelísticas

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Hora de voltar ao batente, porque isso aqui ainda é um blog de respeito! Se ainda tiver alguém por aí, por gentileza, espalhe que o Galeria de Novelas está retomando suas atividades. Até segunda ordem. E vamos ao que interessa, pois muita coisa aconteceu na telinha nesses dois meses em que este blogueiro esteve tomando seus "bons drink". A seguir, uma rápida passada de olho nas principais novidades: "Fina Estampa", aquele pastel de vento de Aguinaldo Silva, despediu-se do horário das nove da Globo e abriu espaço para a ótima "Avenida Brasil", um folhetim aguardado ansiosamente pelo público noveleiro e que segue correspondendo às expectativas. O mote é superinteressante, a narrativa é frenética e João Emanuel Carneiro é o cara! A direção, de um modo geral, também está de parabéns. Mudando de canal, "Vidas em Jogo", na Record, saiu do ar após quase um ano de exibição, pregando uma bela peça em todos nós. Enquanto uns levaram numa boa a pegadinh...

Um momento que não se vê todo dia na TV

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A entrega do Troféu Mario Lago no "Domingão do Faustão", sempre no último domingo do ano, já se tornou um momento de puro deleite. Para os telemaníacos, então, é obrigatório. O prêmio é concedido desde 2001 aos grandes nomes da nossa cultura, em especial aos artistas que ajudaram a escrever a história da televisão brasileira. Além do próprio Mario Lago, a estatueta já foi entregue à monstros sagrados como Tarcísio Meira, Glória Menezes, Gloria Pires, Tony Ramos, Lima Duarte, entre outros. E este ano, quando Mario Lago comemoraria 100 anos de vida (ele faleceu em 2001), a peça prateada foi dada à Regina Duarte, a eterna namoradinha do Brasil No programa deste domingo (25), Regina foi amplamente homenageada por seus amigos de profissão. Antônio Fagundes, Lima Duarte, Tony Ramos, Dennis Carvalho e Francisco Cuoco falaram, entre outras experiências, do prazer que é viver pares românticos da veterana. José Mayer ficou de fora. Tarcísio Meira, por sua vez, lamentou o fato de s...

"Tapas & Beijos" encerra primeira temporada em alta

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Quando a Globo descartou a possibilidade de produzir uma temporada do "Programa Piloto", fiquei muito triste. Tudo bem que a proposta não era lá essas coisas, mas era uma oportunidade única de ver duas atrizes excepcionais em cena, juntas. Fernanda Torres e Andréa Beltrão são bárbaras desde sempre, e disso ninguém discute. Mas aí surgiu uma nota dando conta de que outro programa estava sendo preparando especialmente para elas estrelarem. Fiquei animadíssimo, até ficar a par da fraca premissa da coisa. As desventuras de duas vendedoras de uma loja de noiva parecia  muito preguiçoso, limitado, sem grandes possibilidades. Não vi e não gostei. Mas, como já disse, Fernanda e Andréa sempre valem o ingresso, então... Aí veio a bendita noite da estreia. E, infelizmente, eu estava certo. "Tapas & Beijos" era de uma fraqueza espantosa, com um texto de, sem brincadeira, causar vergonha alheia. Até um vício cômico da surrada série "A Grande Família" pintou em ...

Amália já não tinha um carro?

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Ou estou louco ou Aguinaldo Silva comeu mosca em "Fina Estampa". Vamos entender essa história... Recentemente, Antenor (Caio Castro) estava desejoso por um carro, tanto que acabou passando a perna em Griselda (Lília Cabral) e comprou uma máquina de fazer inveja a qualquer um, após fazer a mãe assinar um cheque em branco. O golpe, no entanto, não deu muito certo, pois a ex-bigoduda descobriu o roubo do filho e lhe tomou o carro importado no mesmo dia. Antes disso (ou logo após, não lembro ao certo), Antenor esbravejou para o amigo Daniel (Guilherme Boury) que não era justo sua mãe ter presenteado seus irmãos, Amália (Sophie Charlotte) e Quinzé (Malvino Salvador), com automóveis novos e ele continuar andando de carona. Até aí morreu Neves. Mas eis que só no capítulo desta quarta-feira (14), numa ação de merchandising, Amália recebeu as chaves de seu primeiro carro. Como assim? Entre Antenor dizer que os irmãos já tinham automóveis e Amália botar as mãos pela primeira ve...

60 anos de teledramaturgia em 50 minutos

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Nesta sexta-feira (09), o "Globo Repórter" deu folga ao bichos e cientistas e tratou de explorar os arquivos de ouro da nossa teledramaturgia, que está comemorando 60 anos. Na verdade, pouco se falou sobre o que foi produzido fora da emissora carioca, excetuando títulos de incomensurável importância como, por exemplo, "Beto Rockfeller" (1968), novela exibida pela extinta TV Tupi e tida como a primeira a falar a língua do espectador. Vamos engolir esse egocentrismo da Globo e fingir que "Pantanal" (1990) jamais foi levada ao ar, tudo bem? A edição especial do jornalístico passeou pelo Projac; visitou a bela cidade cenográfica de "A Vida da Gente"; acompanhou as gravações da recém-encerrada "O Astro"; abriu o álbum de fotos de Marília Pêra, que disse ter adorado fazer "Brega & Chique" (1987) e "Cobras & Lagartos" (2006); conversou com figurinistas e costureiras; arrancou lágrimas (ou quase) de Tony Ramos;...

"Fina Estampa" e a sensação de déjà vi

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O capítulo de "Fina Estampa" desta sexta-feira (25) terminou em alta voltagem. Para evitar que seu segredo cabeludo vá parar na primeira página do Diário de Notícias, Tereza Cristina (Christiane Torloni) decidiu encurtar os dias de vida da malévola jornalista Marcela (Suzana Pires), que vinha lhe chantageando nos últimos dias. Com a ajuda de Ferdinand (Carlos Machado), a perua armou uma emboscada para assassinar a rival. Marcela levou um tiro no peito numa simulação de assalto, dentro do carro de Tereza Cristina. O disparo, porém, não foi fatal, como será constatado neste sábado (26). Vaso ruim não quebra fácil. Além disso, uma personagem tão perversa quanto Marcela, que aprontou poucas e boas com Teodora (Carolina Dieckmann) e Esther (Júlia Lemmertz), merece um final mais elaborado, ainda que seja clichê. Pensando nisso (ou não), Aguinaldo Silva prefiriu prorrogar o sofrimento da jornalista de porta de delegacia. No capítulo da próxima terça (29), Tereza Cristina visitar...

Mais um belo "Arquivo Confidencial"

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Junto com as famigeradas "Videocassetadas", o "Arquivo Confidencial" é o quadro mais antigo do "Domingão do Faustão". E é, na minha opinião, o melhor ali. O grande barato do "Arquivo" é justamente algo que parece bem contraditório: ao mesmo tempo em que mostra que as estrelas da TV são gente como a gente, as glamouriza de uma maneira ímpar. Ou seja, quem já é fã se torna mais fã ainda. Tanto do artista quanto da pessoa. Lembro de uma homenagem feita à Lilia Cabral que me deixou com os quatro pneus arriados por ela. Depois desse dia, passei a admirar essa fabulosa atriz com mais fervor, pois conheci também a mulher de fibra que existe por trás da brilhante profissional. O mesmo aconteceu com Claudia Raia, Wagner Moura, Cássia Kis Magro, Patrícia Pillar, entre outros grandes nomes da nossa dramaturgia. E neste domingo (06), foi a vez de me emocionar com Thalita Carauta e Rodrigo Sant'anna, que estão brilhando no humorístico "Zorra ...

"A Vida da Gente" perde ritmo com coma da protagonista

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Uma grande parcela da audiência deste blog se diz decepcionada com "A Vida da Gente". A nova novela das seis da Globo, há mais de um mês no ar, começou muito bem, com uma primeira semana digna de folhetim das nove, mas parece ter perdido parte de seu encanto. Os leitores veem reclamando do tom apático que a história de Lícia Manzo ganhou nos últimos capítulos. Para eles, o coma da protagonista vivida por Fernanda Vasconcellos está sendo mal executado, cansativo, sendo apontado como o grande equívoco ali. "Cadê o letreiro 'anos depois'?", perguntou um internauta dia desses. Ana está inconsciente há quase um mês e deve permanecer assim por mais algum tempo. Enquanto isso, a paciência do público é cada vez menor. De acordo com a colunista Patrícia Kogut, no capítulo do próximo dia 17, a filha predileta de Eva (Ana Beatriz Nogueira) dará o primeiro sinal de que poderá voltar do coma, ao apertar a mão da mãe. Este será o primeiro de alguns gestos que estã...